sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Border Collie


O cachorro Border Collie, o famoso sheepdog, é um dos animais mais inteligentes que o homem conhece, extremamente dócil e muitíssimo adaptado à convivência com os seres humanos, é um animal que por onde passou deixou marcas de inteligência desde os tempos da colonização.

Esta raça é muito bem adaptada às atividades de pastoreio, é originário da fronteira entre a Inglaterra e a Escócia, daí vem o seu nome, “Border” de “Fronteira”, traduzido para o português ficaria o Collie da Fronteira. Por ser um animal muito atlético, acrobático e que possuiu muita energia ele frequentemente compete com muito sucesso em esportes adaptados para cachorros.

Sendo comumente citado como o cachorro mais inteligente entre todos, se adapta facilmente ao pesado trabalho nas fazendas apascentando ovelhas e animais maiores, é um excelente auxiliar dos fazendeiros para reunir rebanhos a distancia somente através de comandos por assovios.

No começo desta década uma pesquisa revelou que um animal deste tipo foi capaz de memorizar mais de mil comandos de voz e agir pela simples pronúncia destas palavras. É um animal de valor incontestável, pois existe até monumento para ele em agradecimento aos seus feitos memoráveis.

A Rainha Vitória da Inglaterra teve um Border Collie de pura linhagem de nome Noble entre seus cachorros. Esta raça de cachorro se espalhou primeiro pelos países de colonização britânica e depois devido à sua inteligência e utilidade, se espalhou pelo mundo. Os nossos fazendeiros só agora estão descobrindo o quanto um animal desta raça pode ser útil em uma propriedade rural.

Existe um monumento para este animal em um local particularmente aprazível que rende homenagem ao sheepdog pela sua colaboração na construção de um país, fotos podem ser encontradas na rede mundial de computadores em http://www.panoramio.com/photo/25592421. Vídeos e imagens do sheepdog em competição das mais variadas podem ser visualizados digitando-se Border Collie Competition em páginas de busca na Internet. Ali se pode estimar o valor de um animal que pelo seu trabalho já ajudou a construir nações.

O Border Collie é um cachorro de companhia, para a pessoa certa. Se você não sai muito de casa ou se você não tem muito tempo para gastar com seu cachorro, então este animal não é para você. Por sua inteligência eles requerem muito mais exercício e estimulo do que muitas raças de cachorro. Mas se você tiver o tempo e a dedicação que ele requer, ele pode se tornar o melhor companheiro que alguém pode ter. Este animal se liga fortemente ao seu dono. Eles são conhecidos por serem um pouco pegajosos e sempre vão querer estar com você e ao seu lado o quanto você permitir.

Border Collies que não tem muita atenção ou exercício podem se tornar destrutivos. Se você não arruma alguma atividade para o animal, ele sempre dá um jeito de ocupar o tempo e queimar energia por conta própria. Se você quiser um Border Collie para cachorro de companhia, o aconselhável é que o adote desde pequeno e que tenha seu temperamento testado de forma apropriada se ajustando ao seu estilo de vida e necessidade.


Para todos que são apaixonados por cachorros, lembrem-se sempre que ao adotar um animal ele torna-se um membro da família e necessita ser tratado com atenção dignidade e respeito. Se você tem um sheepdog em casa, ele é o animal mais inteligente e mais bem adaptado para conviver com o homem, trate-o como ele merece.

Publicado na Coluna Ponto de Vista
Jornal Correio de Uberlândia - 25/01/2013

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Professor... O que é groundswell?


O groundswell é o movimento natural na Internet de pessoas com acesso à tecnologia que a utilizam para se manter atualizadas, assumir o controle de suas experiências e conseguir o que necessitam: ideias, produtos, informação, auxílio e poder de negociação com a sociedade. Este movimento está em constante crescimento, bem disseminado ele abrange todas as formas de comunicação disponíveis. Demonstram independência e poder, pois tem a capacidade de estabelecer relações comerciais independentemente das grandes corporações, consumidores estabelecem relações de troca entre si.

Resumidamente o groundswell é uma tendência social em que pessoas passam a usar tecnologias para obter o que desejam umas das outras sem recorrer às grandes corporações. Este fenômeno não é algo passageiro, todas as tecnologias envolvidas neste movimento evoluem muito rapidamente, porém este fenômeno está fundamentado no impulso das pessoas estarem em contato umas com as outras. Um movimento deste tipo modifica permanentemente  a maneira como o mundo funciona.

Esta é uma tendência que veio para ficar, mas a superficialidade que ela revela é algo assustador e que intimida a todos nós. A superficialidade da internet não combina com a necessidade de conhecimento sólido que todos os profissionais necessitam. A necessidade de uma formação sólida requisitada por qualquer tipo de especialização profissional é um desafio para as escolas em todos os níveis, não só no Brasil, mas no mundo todo. As universidades deveriam receber no terceiro grau candidatos a profissionais supostamente com uma sólida formação do primeiro e segundo graus.

Infelizmente não é isso que acontece e os problemas graves no ensino de primeiro e segundo graus e as consequentes deficiências de um aprendizado superficial via internet, fazem com que o terceiro grau receba candidatos a profissionais com severas distorções em sua formação, menciona-se aí a superficialidade do aprendizado. Nosso estudante detesta ler, e como regra raramente se entusiasma pelo desconhecido. A não ser que o desconhecido seja algo parecido com um jogo em ambiente de realidade virtual.

O resultado disso tudo é realmente desastroso, uma parte dos professores acha que é responsabilidade da universidade aparar arestas do preparo deficiente do primeiro e do segundo graus. Para outros é impossível para a universidade que já tem um currículo extremamente apertado em seu currículo mínimo, aparar arestas provenientes de uma formação anterior deficiente. O despreparo ao final do curso é algo que já está aparente nos profissionais que as universidades despejam no mercado todos os anos.

Como resolver este problema de colocação de profissionais despreparados no mercado de trabalho? O país necessita com urgência de profissionais experientes em regiões carentes, as empresas de alta tecnologia buscam desesperadamente por profissionais experientes em seus canteiros de obras. Mas onde estão eles? E um o vicio da formação superficial se estabelece? É preciso criar o ciclo virtuoso da noção de que bons resultados se conseguem com muito trabalho e muita dedicação. Milagres não existem, é impossível simplesmente conectar um chip ao cérebro de alguém e passar-lhe todo o conhecimento em determinada área.

Como isso não é possível fica para nós a desconfiança, quando consultamos um profissional, se o diagnóstico que nos é dado parece incompatível com a realidade que se apresenta. Sempre fica a desconfiança da qualidade do ensino superior que ensinou aquele cidadão que fornece o diagnóstico, e sempre fica a pergunta: - Seria ele um dos cinco mais interessados ou um dos cinco mais desinteressados estudantes de sua turma?

Texto publicado na coluna Ponto de Vista
Jornal Correio de Uberlândia 
em 16/01/2013

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Uberlândia e a mobilidade urbana


A cidade de Uberlândia é um dos aglomerados urbanos de médio porte que mais cresce no Brasil. É a quarta maior cidade do interior do país. A população de Uberlândia em 1970 era de 126.112 habitantes; até 1980, ela praticamente dobrou de tamanho passando a uma população 83,64% maior, já em 2012 esta população é estimada em 619.536 habitantes. Ou seja, a cidade cresceu 4,91 vezes em 42 anos. Isso significa que, mantendo o mesmo ritmo de crescimento, irá aproximadamente mais do que dobrar (117%) de tamanho a cada dez anos.

É claro que, a partir de certo tamanho, a cidade não deve crescer na mesma proporção. Imaginemos que ela não cresça na mesma proporção e apena dobre de tamanho em mais dez anos sua população será de aproximadamente 1,2 milhões de habitantes. Senhor gestor, estaria a Prefeitura Municipal, traçando planos de longo prazo, para além das duas próximas administrações? Estaria o planejamento urbano da cidade preparando-se para os problemas de mobilidade que teremos com aproximadamente 600 mil veículos nas ruas de Uberlândia? Estaria o planejamento municipal preparado para modificar e adaptar à nova realidade o sistema de transporte de massa em nossa cidade?

É preciso que se instalem nas esferas federal, estadual e municipal as equipes de planejamento que irão pensar o país, o Estado e o município para daqui a dez anos em termos de mobilidade. Precisamos deixar de ser imediatistas e além de pensar no jacaré que está mordendo nossos calcanhares devemos pensar também em como enfrentar o dragão do crescimento acelerado que faz mais que dobrar a população a cada dez anos. É certo que esse crescimento poderá perder força, mas qual é a certeza que temos disso?
Uberlândia precisa com muita urgência das pesquisas sobre mobilidade urbana, detectar como e de que forma as pessoas se locomovem na cidade é de suma importância. O estimulo ao surgimento de centros comerciais e de serviços nas mais diversas regiões da cidade é muito importante para descongestionar o centro antigo da cidade, além de contribuir para o movimento das pessoas fique uniforme e não se concentre em uma única parte da cidade. Este efeito de polo único de atração em uma cidade faz com que aquela região fique congestionada e seja um obstáculo à movimentação de pessoas.

A hora de planejar os próximos dez anos é agora. Tem um dito popular que afirma que, no Brasil, longo prazo é um ano. É preciso mudar a cultura de deixar para a última hora, precisamos fazer planos com bastante antecedência para que nossos projetos fiquem bem amadurecidos pela opinião de especialistas e das pessoas que vão utilizar o sistema de transporte. Além de fundamentá-lo no sistema como ele é hoje e projetá-lo para enfrentar o crescimento futuro da cidade. A cidade de Uberlândia teve respeitáveis saltos no número de habitantes, a pequena cidade do interior em 1970 se transformou numa cidade que exige cada vez mais dos recursos públicos.

Estaremos preparados para locomover as pessoas com dignidade nesta cidade que terá 1,2 milhão de habitantes por volta de 2022? Recursos públicos estão sendo destinados ao estudo de sistemas de transporte inovadores? Será a população uberlandense capaz de se locomover melhor daqui a dez anos? Todas estas perguntas devem ser respondidas com muita pesquisa direcionada para as práticas de ir e vir das pessoas em nossa cidade. Estas respostas exigem soluções inovadoras. Estamos preparados para isso?

Publicado no Ponto de Vista
Jornal Correio de Uberlândia em 20/12/2012

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O mais novo super-herói brasileiro.



Acompanhando o que há de mais atual na mídia no Brasil é impossível deixar de relatar o surgimento do mais novo super-herói brasileiro. Ele como os super-heróis da “Marvel Comics”, usa uma capa preta, mas ao contrário destes não possui musculatura avantajada, a não ser quando flexiona os longos braços da lei. E ao contrário dos super-heróis sofre de horríveis dores na coluna quando fica muito tempo sentado o que o obrigam a ler longos pareceres muitas vezes de pé, posição em que as dores são mais suportáveis.

O homem, Ministro Joaquim Barbosa, de origem humilde e que segundo relato da mídia, amealhou todo esse poder sem dever favor a ninguém, ou seja, todo esse poder foi lhe dado, não pelo brilho verde da “kryptonita”, mas pelo lado limpo e bom da política brasileira, que viu nele uma pessoa dos mais altos princípios morais e éticos para ocupar um posto que muitas vezes decide, em instância final, sobre questões que afetarão diretamente a vida de todos os brasileiros.

Este, como alguns de nossos super-heróis, não deu a vida por uma causa, mas sim se baseia em sua consciência e no melhor de nossa legislação para separar o joio do trigo nos julgamentos do Supremo Tribunal Federal (STF). Homem corajoso que enfrenta os poderosos com retórica impecável e uma cultura esculpida com muito esforço e dedicação de quem teve uma infância humilde.

Aos 14 anos o ministro estudava no Colégio Estadual Antônio Carlos, na cidade de Paracatu, no noroeste de Minas Gerais, e não muito distante da capital federal. Onde agora dá lições a todos nós de patriotismo, seriedade e senso de justiça para com o bem público. Pois quando se pratica a corrupção, deixa-se de construir estradas, hospitais, escolas, diminuem os recursos para a segurança pública, e etc... Enfim perdemos todos nós que pagamos impostos religiosamente em dia.

Em respeito ao cidadão de bem, Sr. Ministro Joaquim Barbosa, o senhor é meu herói, em sua dificuldade de caminhar, nas dores que sente. Estas dores Sr. Ministro, todos nós gostaríamos de dividi-las com o Sr., para que não as sentisse e ocupasse também além da cadeira no STF a presidência do TSE, que o Sr. teve que recusar pelos ditos incontornáveis problemas de saúde e o árduo trabalho no tribunal. Expresso aqui minha admiração pela sua postura e sei que esta admiração eu divido com milhares, senão milhões de brasileiros. É para muitos políticos, não todos, muito difícil não ceder ao canto da sereia quando há tanto dinheiro e poder ao alcance da mão.

Mas pode ter certeza que o Sr. já ocupa lugar de destaque entre os grande brasileiros deste século XXI, pois está fazendo o que todos os jovens têm o sonho de fazer, mudar o curso da história, e em seus sonhos utópicos de adolescente, mudar o mundo. Como em “Super Homem a canção” de Gilberto Gil: “- Quem sabe Super-Homem venha nos restituir a glória, - Mudando como um Deus o curso da história....”.

Falo em nome dos jovens com quem tenho contato todos os dias. O Sr. passa a eles a esperança de um Brasil melhor, mais justo e mais sério. Que Deus o ilumine em sua caminhada pelos tortuosos corredores do poder e que faça justiça a todos que pagam seus impostos e desejam um Brasil melhor. V. Exa. dá a sua parcela de colaboração, e exemplo, pela posição que ocupa, para tornar o país melhor e mais honesto. Que Deus o abençoe e permita que o Sr. possa continuar em atividade por longos anos para o bem do nosso país e de nossa juventude esperançosa.

Publicado no Jornal Gazeta do Triângulo
Coluna Ponto de Vista
Data: 16/10/2012

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Professores não envelhecem?


Vocês já observaram que coisa engraçada? Professores não envelhecem. Ou melhor, eles não se conscientizam de que muito tempo já se passou, pois a passagem do tempo é uma das certezas que temos na vida. O professor passa dia após dia sempre com gente da mesma idade, a maioria deles jovens, com os hormônios em proporções corretas, e com muita vitalidade.

É comum, após alguns anos o professor se encontrar com os ex-alunos e ouvir o refrão: - Professor, o Sr. continua o mesmo, não envelhece? Talvez o segredo esteja mesmo na convivência diária com pessoas mais jovens que transpiram pelos poros o desejo de sucesso e de realização profissional. Estes bons fluídos fazem bem ao professor que absorve este entusiasmo e desejo de sucesso.

Existem algumas razões para o não envelhecimento intelectual do professor, pois ele precisa acompanhar a evolução do mundo. E observem bem como a evolução é rápida, ainda maior quando relacionada com as novas tecnologias. A leitura constante, a energia positiva que se absorve dos ambientes escolares é algo extremamente benéfico para a vitalidade de um velho professor que às vezes estica o contato com eles para sentir os bons fluídos que deles se desprende.

A convivência frequente com os estudantes costuma levar o professor ou a professora a ter à sua volta a cobiçada fonte da juventude, de onde extrai o néctar precioso da atualidade. Convive o professor com gente antenada no que há de mais novo, a necessidade de ler muito e de se manter sempre atualizado(a) contribui para isso. A ligeireza no pensamento, a leitura abundante e a retórica fácil são as verdadeiras fontes da juventude para o cérebro e para o corpo que muitas vezes já alquebrado não se desloca com a mesma agilidade.

Mas os jovens estão ali, e são eternos, bem como a fonte da juventude de onde o professor pode beber um pouquinho todos os dias, mantendo sua energia e ligado no que há de mais moderno para passar os seus ensinamentos e a experiência adquirida ao longo dos anos. Anos estes que teimam em ir se superpondo transformando a vida em uma sucessão de capítulos de uma história com sucessos e insucessos como em tantas outras profissões.

A convivência do dia a dia com os jovens, a necessidade constante de aperfeiçoamento profissional faz com que os professores tenham uma grande vantagem sobre os profissionais de outras áreas, que às vezes não tem tanto contato com a fonte da juventude.

É claro que ninguém consegue ignorar a passagem do tempo, os dias meses e anos se superpõe para todos, para uns com maior intensidade, para outros a intensidade é menor porque simplesmente não dão importância ao tempo, mas à qualidade com que este é gasto, e com a energia absorvida no dia a dia. A forma como se encara a vida também é muito importante, pois devemos tocá-la um dia após o outro sem estéreis preocupações com o que virá no futuro, pois o ser humano possui capacidade e inteligência para circunavegar problemas que são parte de nosso cotidiano.

É claro que planejar é importante, e uma boa estratégia para a vida nos ajuda da viver melhor. Todos nós envelhecemos, é verdade, a pele já não tem o mesmo viço, e surgem as rugas, as manchas na pele, aumentam as boas lembranças e já não se descrevem situações, mas conta-se histórias de tempos passados que não voltam mais. Surge a preocupação de que os atos finais desta peça teatral em que vivemos sejam cumpridos com dignidade.

Publicado em 11/10/2012 
Coluna Ponto de Vista
Jornal Correio de Uberlândia